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sábado, 04 de setembro de 2010
NotíciasGoverno chama operadoras para contribuir com plano de banda larga
As empresas de telefonia móvel e fixa e as de TV por assinatura entraram oficialmente hoje nos debates sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a ser lançado ainda este mês pelo governo. Esse foi o sentimento dos executivos das operadoras, depois de três horas de reunião sobre o programa com a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, e com o coordenador dos programas de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez. A reunião com os empresários aconteceu três dias após a apresentação do PNBL a representantes das entidades da sociedade civil, que contou com a participação de dois ministros e do presidente Lula. E foi marcada após o envio de carta dos empresários ao governo, cobrando mais transparência no debate. O receio das operadoras , segundo um dos empresários, é com a possível concorrência no varejo com a empresa pública, que provavelmente será a Telebrás. Segundo o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, concretamente foi um grande passo conhecer detalhadamente os estudos que foram feitos até agora e abrir a oportunidade para que os grupos técnicos das empresas e do governo possam interagir para analisar opções técnicas que funcionem na prática. “É importante que o nível de profundidade seja aumentado e isso só acontecerá com a participação das operadoras, que hoje detêm mais conhecimentos, têm mais informações a respeito das dificuldades, das oportunidades para propor soluções possíveis”, disse. Valente, que também preside a Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), disse que a reativação da Telebrás foi comentada durante a reunião, mas não foi o tema mais importante. “A apresentação versou mais sobre os objetivos, perspectivas de demanda, sobre as características do backbone do setor elétrico e sobre um conjunto de medidas que estão sendo estudadas sob a ótica de regulamentação e políticas públicas”, disse. - Estamos tranqüilos porque o encontro foi uma boa oportunidade de dialogar. Quanto a eventuais concorrentes, o importante é que a gente saiba também quais serão as características dessa concorrência. Se os concorrentes estiverem sujeitos às mesmas regras e obrigações, então não é problema, resumiu Valente. Compartilhamento Para o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, o plano é “bacana” e a reunião serviu para que os empresários contribuíssem com sugestões sobre modelos de negócios. Ele afirma que não há hipótese da Oi não participar desse plano, a concessionária nacional, responsável por 90% da universalização feita no Brasil. “Ninguém resolve este problema sozinho. Então eu acho que as múltiplas redes das empresas de telecomunicações, podem ajudar o governo a atingir determinados esses objetivos”, disse. O diretor de Regulamentação da TIM, Mário Girasoles, considera que o compartilhamento no atacado de infraestrutura, seja pública ou privada, na transmissão, e competição no varejo é o mix ideal para fazer o setor crescer. “E me parece que as linhas gerais do PNBL são nesse sentido. Obviamente, há problemas técnicos, mas a abertura de uma grande mesa de cooperação é uma ótima premissa para fazer aquilo que todo o mundo quer que é seguir em frente”, disse. O presidente da Vivo, Roberto Lima, o diretor de Regulamentação da Claro, Ropdolpho Tourinho, e o vice-presidente de Estratégia e Gestão Operacional da NET, Rodrigo Marques, também participaram do encontro. Participe do e-Fórum enviando sugestões de pautas, informes, notas, eventos para a agenda e críticas. Escreva para imprensa@fndc.org.br. |
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