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sábado, 04 de setembro de 2010
NotíciasO que é o Operador de Rede Pública da TV Digital?
Para estabelecer a digitalização dos canais públicos de televisão, especialmente aqueles gestados pela União, é que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está criando um Operador de Rede Público Digital. São plataformas comuns de transmissões que irão permitir ganho de qualidade com redução dos custos. Nesta edição do e-Fórum, o FNDC entrevista André Barbosa, assessor especial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para esclarecer alguns questionamentos básicos do projeto de rede nacional que está em andamento. O que é o Operador de Rede da TV Pública Digital? A escolha tecnológica pelo investimento coletivo – sistema de compartilhamento de conteúdo digital baseado na infra-estrutura de rede nacional – permite que a televisão digital represente mais do que a melhoria do sinal de áudio e de vídeo, mas que inclua a interatividade, que é também outra questão da inclusão social, da inclusão digital. Como funcionarão os canais nesse operador? Será possível usar interatividade nos canais que passarão pelo Operador de Rede da TV Pública? Se uma TV educativa quer entrar no Operador, ela tem a possibilidade de fazer multiprogramação? Mas as Educativas estão sujeitas à lei da radiodifusão de 1962, regulamentada pela lei de 1977. E, enquanto não houver uma portaria, uma manifestação do ministro mudando essa lei, regulamentando as coisas que já estão anacrônicas, apenas as emissoras público-federais previstas pela Constituição poderão agir sem esse limite da Lei 4117/62. Pensamos que os canais federais – o do MEC, por exemplo – terão algum espaço para os canais universitários. Neste caso, o MEC terá de se organizar e fazer o papel de operador de programação. Como funciona essa plataforma de rede? Os regionais, que são mais de 100, terão a possibilidade de colocar a programação local também. Entra aí um quarto canal, com a possibilidade de programação local. É onde podem ser colocados todos os canais comunitários, da Assembléia Legislativa, Câmara Municipal, tudo o que puder encaixar. E abre ainda para os canais universitários locais, restritos à região. O canal local não terá a possibilidade de colocar programação local nesta rede, mas ele poderá colocar a sua programação local na rede regional. Então está previsto espaço até de sobra – porque não há produção (conteúdo) suficiente ainda para isso. Espero que no futuro a gente tenha que abrir novos canais para fazer frente a uma economia da cultura pujante, forte, com bastante produção, coisa que ainda não existe, inclusive porque não há estímulo para essa programação. E como estão as iniciativas de estímulo à produção audiovisual? Em que fase se encontra a implementação do OR? Esperamos que isso aconteça entre abril e maio, e, quem sabe, teremos uma resposta até o final do semestre. Se não houver nenhum problema, será possível assinar contratos no segundo semestre. Antes do período eleitoral é preciso definir quem é o vencedor. O próximo governo é que vai ser o responsável pela implementação. O grande motivo dessa rede é criar interatividade para os serviços públicos, de educação, de saúde, de cultura, previdência social, trabalho, segurança, de todas as áreas. Mas as pessoas ainda não puderam adquirir sua TV digital. Ainda é caro. Quais são as vantagens de uma emissora educativa como a TVE do Rio Grande do Sul, por exemplo, em entrar nessa rede? Todos os Estados vão ter essa oportunidade de entrar regionalmente com a sua programação, produzido nos centros locais. A emissora que entrar para essa Rede, quando chegar em 2015, se não tiver digitalizado seus transmissores perderá o seu canal? Assim, a emissora tem ainda de cinco a seis anos para se preparar. Uma das maneiras é já colocar nas programações locais a sua programação digital. Aí ela (emissora) já estará cumprindo a lei. A sua transmissão estará indo ao ar de maneira rápida e difundida, através do Operador de Rede. Uma TV entra nessa rede com o seu transmissor analógico? No futuro, quando o governo receber de volta os canais analógicos, parte deles poderão ser utilizados para a ampliação da programação pública. Essa é a nossa proposta. Com o Programa Nacional de Banda Larga e esse projeto, acho que serão duas grandes vias convergentes que farão a infra-estrutura para o acesso à informação. Participe do e-Fórum enviando sugestões de pautas, informes, notas, eventos para a agenda e críticas. Escreva para imprensa@fndc.org.br. |
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